quinta-feira, 30 de Junho de 2005

Olhares Reflectidos


O CCB inaugura hoje 'Espelho Meu'. Com imagens do Portugal existente nos arquivos da Magnum e captado agora por três dos seus maiores fotógrafos.

quarta-feira, 29 de Junho de 2005

Colecção 9mm

Uma sala vazia, o cadáver de um "homem bem vestido", nenhum indício que aponte a causa da morte. Pela sala, há marcas de sangue espalhadas, mas o cadáver não apresenta qualquer ferimento. O caso é considerado "um verdadeiro enigma" para a polícia, que pede auxílio ao detective mais conhecido da história da literatura, Sherlock Holmes. Um Estudo em Vermelho (1887) é o livro em que o escocês Artur Conan Doyle cria a figura de Holmes, cujas fascinantes e inteligentes deduções são narradas pelo seu amigo, o Doutor John H. Watson.

terça-feira, 28 de Junho de 2005

Sanatore malvat

- Estou sim, quem fala?
- O teu pesadelo de sempre...
- Como??
- Hoje à noite irei buscar-te. Não poderás escapar, por isso aceita o teu fado.
- Ouça, não faço a mínima ideia de quem o senhor é, mas telefonou numa má altura. Já tive dias melhores... Deseja alguma coisa?
- Mas é claro que desejo, a tua alma.
- A minha alma? Ora aí está uma boa piada. É de morrer a rir...
- Se fosse a ti não estaria a brincar aos sarcasmos. Esquece tudo o que conheces sobre a dor, pois...
- Dor?! Quem você pensa que é para me falar em dor, meu grande filho da puta? Você não me conhece, não sabe quem eu sou! Eu devia ter desconfiado logo... se vocês pensam que algum dia me apanharão estão muito bem enganados. Leve o recado ao seu Senhor.
- Isso, solta a tua angústia. Ela consome teu coração em chamas.
- Eu já lhe digo como é que solto a minha angústia meu cabrão. Espere um instante.

Momentos depois soou a combustão de pólvora no terceiro andar do prédio número 666. Alarmados, os vizinhos chamaram de imediato a polícia, que veio a encontrar o corpo de uma jovem de 27 anos com um ferimento de bala na cabeça. Havia uma faca junto ao telefone e estranhamente não havia vestígios de sangue junto ao corpo, que permanecia quente. Ambos os pulsos estavam cortados. Mais tarde, após uma pesquisa intensiva e várias horas passadas no laboratório rodeado de peritos, o detective encarregue da investigação concluiu que o punhal encontrado junto à vítima era de fabrico romeno e havia sido manufacturado algures no século XI. Mas o que o intrigou particularmente foi a descoberta de documentos que comprovavam a estadia da pobre rapariga numa instituição para doentes mentais, 113 anos atrás...

Jack, o Estripador, um marinheiro?

Os "fãs" do Estripador têm razões para andarem agitados nas últimas semanas. É sabido que a literatura sobre os crimes de East End abunda, em muitos casos baseada apenas em conjecturas e sem rigor científico, no entanto um novo livro vem animar o debate em torno da identidade de Jack. Trevor Marriott, ex-detective, é o autor de Jack the Ripper: The 21st Century Investigation e defende que a polícia concluiu, erradamente, que o assassino vivia e trabalhava no East End. "A polícia não quis olhar para a possibilidade de o assassino poder ser um marinheiro", sustenta. Marriott baseia a sua tese em relatos de seis prostitutas esventradas, ao estilo do Estripador, na Nicarágua, num espaço de dez dias, em Janeiro de 1889, apenas dois meses depois de terminada a matança em Londres. Houve depois um crime semelhante em Fevereiro, de novo em Londres, outro no porto de Flensburg, na Alemanha em Outubro, e ainda mais outro em Londres em Julho de 1891. Marriott também defende que, contrariamente ao que se pensa, o Estripador não possuia conhecimentos de medicina e afirma que os orgãos das vítimas foram retirados na morgue, para serem comercializados no então florescente mercado negro.

Fonte: Público

Motejar da decessa

3h15. Uma luz amarela ofusca a vista de Vasco. Vasco havia acordado meio atordoado com o cheiro a químicos, não sabia onde estava e muito menos como havia adormecido. A única solução era caminhar na direcção das letras amareladas, mas…não eram letras, eram números. 3h15. Junto ao relógio havia um recado, nele lia-se: “O que faz um relógio num matadouro?” Acende-se uma luz vermelha e Vasco vê carcaças de gado à sua volta, estranhamente não lhe cheirava a carne, apenas fedia a químicos. Montes de carcaças empilhadas contrastavam com outro pormenor sórdido, havia dentaduras penduradas no sítio onde suposto era pendurar-se carne. Que lógica tinha aquilo? Que raio de mensagem era aquela? Vasco levanta-se e só aí percebe que havia sido regado com algo que não percebia o que era, sabia somente que cheirava a químicos…Ao vasculhar a sua roupa encontra outro recado “O sangue também é bom condutor”. Vasco percebeu que ia ser electrocutado e olha para o quadro, foi a última coisa que viu…No quadro podia ler-se, “Perigo de morte”!

Olidon Redon - Closed Eyes



Les yeux clos (Closed Eyes)
1890
Oil on canvas mounted on cardboard
17 3/8 x 14 1/4 in. (44 x 36 cm)
Musee d'Orsay, Paris

Tempestades Solares

Em Março de 1989, deu-se um estranho corte da electricidade na cidade de Montreal, no Canadá, que deixou mais de nove milhões de pessoas na mais absoluta escuridão. Toda a população e em especial o mundo científico questionou-se sobre qual poderia ser o motivo. Depois de diversos estudos chegou-se à conclusão de que o Sol, a mais de cento e cinquenta milhões de quilómetros de distância da Terra, lançou aquilo a que se chama uma injecção de massa da coroa solar (CME), um furacão de gás e plasma, que caiu sobre a Terra gerando dez milhões de megawatts de electricidade. Como resultado, as ligações eléctricas foram destruídas.

As explosões solares foram observadas pela primeira vez em 1859, pelo astrónomo inglês Lorde Carrington, enquanto contava o número de manchas solares. Subitamente, segundo o seu relato, "dois pontos de luz branca e extremamente brilhante surgiram", próximas de um conjunto de manchas. Ele procurou outra pessoa para observar o fenómeno, mas quando regressou ao observatório as explosões já tinham cessado. Este é um fenómeno apaixonante mas igualmente perigoso, pois a dimensão da próxima tempestade solar a atingir a Terra poderá ser um belo espectáculo pirotécnico, qual fogo de artifício catastrófico...

domingo, 26 de Junho de 2005

Não custa ajudar

A Cruz Vermelha Portuguesa realiza, durante a última quinzena de Junho, a campanha de angariação de fundos "Mãos Dadas com a Cruz Vermelha". Esta iniciativa visa angariar cerca de 227 mil euros para 13 projectos sociais das Delegações e Núcleos da Cruz Vermelha Portuguesa.Os projectos sociais têm diferentes públicos-alvo: crianças dos 0 aos 12 anos, pessoas excluídas, toxicodependentes, desempregados, idosos, carenciados, população em geral. A natureza dos projectos também varia: ATL, integração social, prevenção, sensibilização, formação, rastreios, distribuição de alimentos. Cada projecto está orçamentado em cerca de 20 mil euros. O número de telefone disponível para esta angariação de fundos é o 760 302 302. De 15 a 30 de Junho, as pessoas poderão contribuir com 60 cêntimos (+IVA) para os referidos projectos sociais, bastando para isso ligar para este número através do seu telefone fixo ou móvel.
São 13 os projectos sociais das Delegações e Núcleos da Cruz Vermelha apoiados por esta iniciativa. Segue-os aqui:

http://info.sapo.pt/nn1/571850

sábado, 25 de Junho de 2005

De malas feitas


Quis a minha insaciável imaginação percorrer novos trajectos, portanto dedicarei os próximos dias exclusivamente à escrita. Após um período de estagnação devido em parte a um bloqueio criativo e ao investimento que a Sociologia exigiu no decorrer do último mês, as vicissitudes da vida apareceram como catalisador do meu modesto projecto literário, ao qual me entregarei apaixonadamente durante as férias. Como tal as actualizações aqui no Submundo não serão tão frequentes como desejaria, no entanto prometo aparecer sempre que os guardiães do blogue requisitarem a minha presença.


P.S.
Espero não enlouquecer devido ao isolamento e ao convívio rotineiro com o papel, a caneta, o computador e as ideias que em flashes aleatórios assaltam o meu juízo com as suas fotografias de pessoas, lugares e histórias que precisam de ser reveladas.

Amor em 4 nós

Tudo se resume ao juramento que fizeste por mim
Ao nó que deste na minha vida
Quando nela tropeçaste, vestida de cetim
E uma corda ao meu pescoço amarraste antes da tua ida.

quinta-feira, 23 de Junho de 2005

Estreias


Realizador: Christopher Nolan
Actores: Christian Bale, Michael Caine, Liam Neeson, Morgan Freeman, Gary Oldman

Sinopse:
Antes de existir Batman, existia apenas um rapazinho chamado Bruce Wayne que viu os pais serem mortos à sua frente e que nunca recuperou do choque. Com o apoio do seu dedicado mordomo Alfred e de Lucius Fox, o único aliado que lhe resta nas empresas que foram dos pais, Bruce cria Batman, como forma de canalizar a sua dor, medo e raiva e tornar-se uma força do bem.


Sinopse:
Uma dona de casa e o seu marido advogado estatal.Um persa dono de uma loja.Dois polícias detectives que são também amantes. Um director de televisão afro-americano e a sua mulher.Um mexicano serralheiro.Dois ladrões de automóveis. Um polícia recruta. Um casal coreano de meia idade....Todos vivem em Los Angeles. E durante as próximas 36 horas irão entrar em colisão.

Especial relevo para Crash, candidato a filme do ano. Críticas em breve.

quarta-feira, 22 de Junho de 2005

Escrever ou Morrer

Vítimas e Sortudos com Deus Baco e Cogumelos (parte 1)

Marca meia noite no relógio mais próximo, os lápis são muitos mas a falta de afias provoca neles um desgaste que permanece. Estes são esquecidos, pela casa, espalhados, outrora foram os reis, os melhores amigos. Mas são ignorados pela condição humana da preguiça e pela ordem do Capitalismo. Lápis perdem emprego, são ignorados e desprezados, cheios de potencialidade são postos à margem. Nunca se pensou ou imaginou, mas um lápis a mim falou, "olhá merda!", vejam só que lápis mais malandro. A sua afirmação fez-me tê-lo em conta, "foda-se vou afíá-lo ". A sua pele cai sem paradeiro, fazendo-me lembrar quando atirava para o chão células mortas destes amigos em aulas de qualquer coisa. O lápis agradece, eu retribuo. Estou grato sim, pois este amigo fez-me recordar que existem muitas injustiças que nem aparecem na comunicação social. Até hoje ainda troco correspondência com o meu amigo lápis, embora saiba que um dia um de nós se irá gastar.

Daniel Ferreira (colega de sociologia na FCSH)

Em tua memória

terça-feira, 21 de Junho de 2005

Lisboa mais cara


Londres ocupa o primeiro lugar do 'ranking' europeu de cidades com mais alto custo de vida

"Lisboa subiu cinco posições na lista das cidades com nível de vida mais caro, depois de uma subida de 23 lugares em 2004. A conclusão é do estudo sobre "O custo de vida em 2005 a nível mundial - ranking das cidades", ontem divulgado pela Mercer HRC, que identifica a capital portuguesa como a 66.ª mais cara, entre 144 cidades.O salto dado no ranking coloca já a capital portuguesa, com 80,2 pontos, à frente de cidades como Melburne, na Austrália, Auckland, na Nova Zelândia, e Washington, a capital dos EUA.Com nível de vida mais baixo que Lisboa encontram-se também as cidades norte-americanas de Boston, Atlanta, Denver, Detroit e Seattle, bem como as canadianas Vancôver, Otava e Toronto.O estudo mede o custo de vida comparativo de mais de 200 itens em cada local, entre os quais a habitação, o transporte, a alimentação, o vestuário, bens domésticos e entretenimento. Segundo a Mercer HRC, este é o estudo de custos de vida mais abrangente, sendo utilizado para ajudar as empresas multinacionais e os governos a determinar salários e benefícios para os seus funcionários no estrangeiro. Nova Iorque é a cidade que serve de base, com cem pontos. Acima desta estão 12 cidades.Tóquio continua a ser a cidade mais cara do mundo, com 134,7 pontos, tendo Osaka subido para segundo lugar. A cidade europeia com o mais elevado custo de vida é Londres, enquanto Copenhaga, a capital da Dinamarca, é a cidade mais cara da zona euro. Assunção, no Paraguai, é a capital mais barata em todo o mundo".

Fonte: http://dn.sapo.pt

X-Files



Quem ao longo de nove anos acompanhou o trabalho dos agentes Fox Mulder e Dana Scully na descoberta pela verdade, decerto saberá a verdade: o canal Fox transmite de segunda a sexta-feira episódios da 4ª série de X-Files, às 00.30 com repetição às 17.30 do dia seguinte. Projecto de uma vida, de Chris Carter, esta magnífica série de televisão ascendeu à condição de fenómeno de culto durante os anos 90, permanecendo ainda intacta nas memórias dos milhões de fãs dispersos pelo mundo. Com David Duchovny e Gillian Anderson.

"I want to believe".

sexta-feira, 17 de Junho de 2005

Retrospectiva de um culto


Deftones, Adrenaline (1995)

O álbum de estreia do então quarteto de Sacramento, Califórnia. Um cruzamento entre o rap e o metal, que marca o surgimento de uma orquestra de músicos jovens e zangados com o mundo, revolta bem expressa na agressividade e paixão com que Chino Moreno faz uso do microfone. Um disco cru, onde a harmonia das texturas, patente na ambivalência entre a suavidade e a agressividade, que anos mais tarde se tornaria uma imagem de marca da banda, começa aqui a ganhar forma. Escutei-o pela primeira vez em 1999, quando um amigo me emprestou uma cassete, a qual experimentei de imediato e nos dias seguintes no meu walkman. Ironicamente não fiquei convencido, apesar de ter gostado de alguns temas. O reconhecimento de que Adrenaline é um álbum divinal viria um ano mais tarde. Na memória ficam: Bored, Root, 7 Words, Engine No.9.


Deftones, Around The Fur (1997)

Segundo trabalho dos californianos, desta vez com a colaboração do futuro membro Frank Delgado. Recebido com júbilo pela legião cada vez maior e mais leal de fãs, é até à data o disco mais potente dos Deftones. As incursões pelo universo do rap ficaram para trás, dando lugar à versatilidade da voz de Moreno, que aparece em Around The Fur com o estatuto de one man show, cuja magnífica voz ressalta ao ouvido de todos, conseguindo quase ocultar o excelente trabalho dos restantes comparsas. Chino atinge aqui o seu auge, e os seus gritos combinados juntamente com a ternura melódica com que se aproxima em certas canções tornam-se famosos. No que toca a escolher o melhor álbum de Deftones, é extremamente ingrato, pois todos eles são mágicos. Contudo, este é o meu disco favorito, aquele em que o estilo dos Deftones está mais vincado. Na memória ficam temas capazes de lançar o pânico nos concertos, tais como My Own Summer (shove it), cujo refrão é um dos mais violentos até hoje criados, susceptível de obrigar a banda a interromper momentaneamente os espectáculos ao vivo para acalmar a plateia; Around The Fur; Headup (com a participação de Max Cavalera, ex-Sepultura e actual vocalista dos Soulfly); Lotion. Entre as mais melódicas ficam Be Quiet And Drive (far away), em redor da qual se ergueu um culto, e Mascara.


Deftones , White Pony (2000)

O meu primeiro álbum de Deftones, lançado em 2000 depois de três longos anos de ausência, agora com Frank Delgado como membro permanente. Aquele que marcou a minha adolescência e, embora não seja o meu preferido, é o álbum que mais rodou na minha aparelhagem e no meu discman. A guitarra de Stephen e de Chino, o baixo de Chi, a bateria de Abe e as ambiências produzidas por Frank e pela sua mesa de mistura construíram algo sedutor, eclético, inovador, suave, o meu narcótico de sempre. Com White Pony nasce o alter-ego de Chino Moreno e seus pares. Disco marcado pelo raiar dum problema que afectaria as cordas vocais de Moreno, chegando a colocar em risco a sua carreira de vocalista, povoado por letras que retratam fantasias pessoais e acontecimentos bizarros, contados através de uma "tristeza suave". Amplamente aclamado pela crítica, bateu os recordes de vendas da banda, vendendo mais de um milhão de cópias na primeira semana nos EUA, sendo reconhecido como o disco do ano. Álbum de extremos, cujo som e imaginário devorei apaixonadamente durante anos. A partir de White Pony, passei a amar cada música dos Deftones e comprei de imediato os restantes discos, para os ouvir desde a primeira faixa de Adrenaline até à última faixa de White Pony e, mais tarde, também de Deftones, em todas as noites do ano, de Janeiro a Dezembro. Várias versões se lhe seguiram. A reter: Feiticeira, Digital Bath, Street Carp, Knife Party, Change (in the house of flies).


Deftones, deftones (2003)

Várias vezes adiado devido a indecisões criativas, este é o trabalho mais controverso dos Deftones. O seu título foi demasiado especulado pela imprensa, que insistia em Lovers, pelo que a banda decidiu lançar um disco homónimo. Segundo um Chino rejuvenescido e no seu máximo, que aqui se dedica mais intensamente às cordas, foi o processo mais longo de criação da carreira do quinteto, em que o estúdio era um local pleno de tensão. Recebido por uns com alguma indiferença e até desilusão, por outros como o melhor álbum de Deftones, aquele em que é dado outro passo gigante na sonoridade da banda. Deftones é o disco mais maduro e negro dos rapazes de Sacramento, repleto de riffs pesados e carregados de misantropia, com algumas paragens em zonas mais melódicas, como não poderia deixar de ser nos Deftones. No entanto o ambiente em nada se assemelha ao dos discos anteriores, chegando mesmo a ser estranho num primeiro contacto. Difícil de assimilar, perturbador, romântico, sádico, poético, genial, Deftones. Em foco: Hexagram, Needles And Pins, Deathblow, Battle-axe, Bloody Cape, Anniversary Of An Uninteresting Event.

Deftones: oficialmente 10 anos de carreira; 5 anos de devoção. Vem aí o próximo disco...

System of a Down



System of a Down, Mesmerize (2005)

Após uma primeira aproximação a Mesmerize a impressão que fica é a de estarmos perante um grupo de músicos que simplesmente não sabe criar má música. Sim, talvez não seja a sua melhor proposta até hoje. Sim, Mesmerize é um disco que revela a faceta mais experimental das hostes lideradas por Serj Tankian. Mas nem por isso perde qualidade, pelo contrário, ao passearmos pelas onze composições - surpreendentemente curtas diga-se, o álbum não chega aos 40 minutos - é impossível não reconhecermos a ruptura com o passado, apesar de o estilo "cómico e sério" continuar presente. As oscilações caóticas entre passagens melódicas e ambientes explosivos ganha uma nova dimensão neste trabalho, onde se destaca uma maior participação vocal do guitarrista Daron Malakian. Este é talvez o aspecto mais frágil de Mesmerize, já que a versátil e excelente voz de Serj é ofuscada pelos irritantes e excessivamente agudos devaneios de Malakian, que devia ter-se concentrado unicamente no que ele é realmente bom: a agitar as cordas do seu instrumento. Mesmerize não é o melhor álbum de System of a Down, longe disso, mas tem qualidade e alguns temas, como B.Y.O.B., Radio/Video, Cigaro ou Violent Pornography, já adquiriram o estatuto de hino, que os fãs entoam com devoção. No fundo temos uns System of a Down mais conscientes das suas origens, o que é visível pelo uso acentuado de ritmos característicos do seu país de origem , a Arménia. Em termos líricos, mantém-se o inconformismo, as palavras de atitude combativa e de intervenção, mas desta vez a ira debruça-se sobre os meios de comunicação social, sobretudo a televisão e o rádio. Até ao lançamento de Hypnotize, esperado no próximo Outono, Mesmerize encaixa perfeitamente nos nossos gira-discos.

Blogue

Blogue Revivalista

Para os que viveram a sua juventude na década de 80, mas também para todos os nostálgicos que amam as sonoridades pop-rock dos eighties.

"Rolling Lives"

Galeria Álvaro Roquette Lisboa

Começa hoje a exposiçao individual de Manuel Luís Cochofel "Rolling Lives", comissariada por Álvaro Roquette, no âmbito da iniciativa Lisboa Photo 2005. Esta mostra, que se prolonga até ao dia 17 de Julho, reúne uma série de fotografias do artista plástico que tentam representar o movimento da vida quotidiana. A galeria está aberta de terça a sábado, das 14.00 às 20.00.



Fonte
: Diário de Notícias (17/06/05)

quarta-feira, 15 de Junho de 2005

Escrever ou Morrer

O Submundo está a promover o gosto pela escrita, pelo que semanalmente passarei a publicar um texto vosso, seja qual for o género literário. Conhecidos ou desconhecidos, quem se mostrar interessado deixe o seu comentário. Para as pessoas cujo endereço electrónico possuo, basta enviarem-me um e-mail com o texto. Comecem a pactuar com as vossas imaginações.

Team Sleep



Eis que o primeiro vídeo de Team Sleep, Ever (Foreign Flag), já está disponível para contemplação. Deixem-se seduzir.

Vão a http://www.rashrock.com e procurem os Team Sleep.

In Your Honor



Duplo álbum para celebrar dez anos

In Your Honor é o quinto álbum de originais dos Foo Fighters. Depois do final dos Nirvana, Dave Grohl lançou-se num projecto one-man-show com os Foo Fighters, que só ao segundo álbum se tornaram numa banda real. Este novo disco marca o décimo aniversário da banda. É, portanto, um momento especial, que surge celebrado em formato duplo. O primeiro disco apresenta-nos os Foo Fighters típicos, em canções pop mascaradas de distorção. O segundo revela uma abordagem acústica sobre as mesmas raízes pop/rock. E é esta a metade de In Your Honor que ressalta. A conjugação de influências grunge com subtis referências à folk norte-americana. Uma resposta à menos cativante primeira parte, reduzida aos exercícios power pop, em que Dave Grohl já esteve melhor.

T.P.

Em Diário de Notícias (15/06/05)

terça-feira, 14 de Junho de 2005

Lembrar Eugénio de Andrade


Eugénio de Andrade (1923-2005)

Frente a frente

Nada podeis contra o amor,
Contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
contra a luz, nada podeis.
Podeis dar-nos a morte,
a mais vil, isso podeis
- e é tão pouco!

Eugénio de Andrade

O Submundo ao serviço da Arte


Sem Título, João Pádua



Que Cosa?, Jasmina Gubernat

Para os amantes da arte, fica aqui uma bela sugestão em tom imperativo: visitem este magnífico site, onde para além de se manterem informados sobre a realização de eventos artísticos tanto em Portugal como para além da «ocidental praia lusitana», podem contemplar trabalhos de pintura, desenho, escultura, fotografia, gravura, e arte digital.

http://www.arteponto.com

Verão



Foto de Ana Mafalda Oliveira


Dou por mim no café, à noite, numa esplanada animada com a musica de um karaoke propicía para as vozes mais desinibidas do momento.
A pele ainda arde, avermelhada do sol de piscina que fiz questão de apanhar hoje.
A noite está como eu mais gosto, quente. O próprio vento faz questão de acalorar os nossos corpos. Ouço a minha consciência, acompanhada pelos contornos da musica que não faço questão de seguir. A magia do verão pauta o momento... Sigo com o olhar as mesas cheias de gente e noto desde logo a alegria por estarem de férias, coincidente com as gargalhadas imponentes dos homens que ali estão. Numa das mesas encontra-se um grupo de raparigas, bem dispostas como indicava o momento. O olhar parece querer fixar-se numa... Por momentos a musica torna-se mais ténue e sem significado no meu pensamento, acompanhando o cruzamento dos nossos olhares. Aguentei apenas três segundos até desviar o olhar. No entanto, o tempo para voltar a olhar para ela não foi menor...e a cumplicidade sentia-a como se estivesse ali, no bater cada vez mais rapido do meu coração. As conversas com os meus amigos serviam agora de pretexto para a minha suposta indiferença quando me apercebia do seu olhar e o mesmo se passava com ela. O próximo olhar não se adivinhava nada dificil e o cruzamento esse, já se previa. Até que de repente ela se levanta e convida as amigas para dançar. Uma clara provocação? Ou será apenas puro egocentrismo da minha parte? Talvez um pouco de ambos... Eu, limitei-me a segui-las com o olhar. Os que estavam comigo já suspiravam pela festa que se fazia ouvir do outro lado da vila, e foi aí que eu lhes disse para ficarmos mais um pouco com o pretexto de ainda ser cedo e que haveriam de estar la poucas pessoas àquela hora. Mas a minha vontade infelizmente não os convenceu por muito tempo. Findada a ultima música do karaoke, e com os clientes do café a pedirem para o gerente não se importar com o barulho pois era dia de festa e tinha que se comemorar, saímos do café em direcção à mesma, não sem antes uma ultima troca de olhares. O meu pensamento neste momento centrava-se unicamente no que se tinha passado à pouco, e o meu desejo profundo era que elas também fossem à festa, afinal era o mais provável de acontecer. À chegada do recinto, avançámos para a zona das bebidas, que se fazia valer de uma banca quase tão grande como o comprimento de todo o espaço festivo, e por ali ficámos, cada um com a sua bebida. Com o speaker da quermesse a anunciar a banda que se aproximava do palco, "furámos" entre a multidão na procura de um lugar melhor para assistir ao concerto. Foi então que dei de caras com ela novo... Passámos a milimetros um do outro, suficientemente perto para sentir o cheiro do seu corpo. Fiz questão de ficar num sitio onde nos pudéssemos olhar...cara a cara, a noite inteira. E assim foi...Ao ritmo das covers suberbamente tocadas pela banda que ali se fazia reconhecer. Após o fim do concerto já eram poucos os que restavam por ali... E pouco tempo depois o mesmo se iria passar comigo após as insistências no sentido de voltarmos para casa. Voltei, com a esperança de no dia seguinte a encontrar de novo, ainda que aquele fosse o ultimo dia da festa.
No dia seguinte, a rotina habitual de um dia de férias. Levantámo-nos para comer um almoço ligeiro de modo a podermos ir à àgua sem ter de esperar pelo fim da digestão, apanhámos as toalhas estendidas na corda ainda molhadas do dia anterior e seguimos para a piscina a pé, sob um calor abrasador tipíco do mês de Agosto.
No caminho, recordava com um sorriso parvo a olhar para o chão o que tinha acontecido na noite anterior, do princípio ao fim. O meu desejo era encontrá-la de novo, sem dúvida, para poder sentir aquilo tudo de novo, a sensação de não ter palavras para descrever o que sentia era optimo. Chegámos à piscina, mas não havia sequer sinal de tamanha beleza. Esperei pacientemente na esperança de que ela chegaria. Entre as idas à àgua e o queimar do sol na toalha o tempo ia passando, até que chegaram as 6 horas. Já nós nos vestiamos para o regresso a casa, quando vislumbro uma amiga que a acompanhava na noite anterior. O meu corpo deu uma resposta imediata, como se estivesse a pressentir a sua presença, e não estava enganado. Do outro lado do separador que separa a piscina da relva os seus olhos já comunicavam com os meus, e enquanto ela entrava para a piscina, eu fazia o caminho inverso.
O sorriso parvo voltara à minha cara, mas desta vez era produto de um misto de "eu sabia que ela vinha" com um "tinha que chegar só agora".
No caminho para casa, refugiei-me nos headphones que sempre me trouxeram as mais belas recordações, que naquele momento eram apenas, e ao mesmo tempo tão representativos olhares, ao som da voz de Chino Moreno. Nessa tarde, tinha ficado decidido que à noite iríamos ao cinema, e foi num banco do enorme jardim, que ficámos a fazer tempo para a hora do filme.
Foi então a ultima vez que a vi, ao longe... sozinha... a caminhar...até desaparecer do meu raio de visão...Foi então que percebi... O Verão estava a acabar.

Sandro



Muro em ruínas

São tempos de sufoco
Coração de pedra a ruir
São narrativas de um misantropo
É a minha alma a sucumbir

É uma revolução sem ideologia
Multidão de falsos crentes
É a sombra sobre a Cidade da Anomia
São mudanças sem precedentes

segunda-feira, 13 de Junho de 2005



Praga.

sexta-feira, 10 de Junho de 2005

Sin City



Voyeurismo assumido, violência estilizada, cruzadas negras, corrupção, amor, vingança, sexo, existencialismo, pecado. Assim se pode definir Sin City - com o risco de se cair num reducionismo - película assinada por Robert Rodriguez (El Mariachi, From Dusk Until Dawn) e Frank Miller. É sabido que Robert Rodriguez é um fã devoto da banda desenhada de Frank Miller, o que se pode comprovar pela narrativa fiel das personagens que habitam os cantos escuros da Cidade do Pecado. Para alguns não passa de um filme repleto de brutamontes sedentos de sangue, para outros trata-se de uma obra-prima. O que é certo é que Sin City é um grande filme, que vai deixar tanto os fãs como aqueles que só agora descobrem o imaginário da Cidade do Pecado, expectantes para desvendar o que se segue na teia negra que envolve o quotidiano das personagens. O elenco é galáctico: Bruce Willis, Benicio Del Toro, Clive Owen, Mickey Rourke, Jessica Alba, Rosario Dawson, Nick Stahl, Elijah Wood, Josh Hartnett, Michael Madsen, entre outros.

"Walk down the right back alley in Sin City, and you can find anything".

quinta-feira, 9 de Junho de 2005

O Corpo



Recomendaram-me o trabalho de José Marafona, e assim que contemplei as suas fotografias e ilustrações no seu site, notei que estava perante um talento.


A uma Ninfa e ao caminho que nos separa, cada vez mais sinuoso.

Uma prenda de amigo

Uma prenda de amigo para ti que sei que gostas de Pessoa.


Júlio Pomar

Triplo Retrato de Fernando Pessoa, 1982
colagem e acrílico sobre tela, 81 x 116 cm

quarta-feira, 8 de Junho de 2005


San Francisco, ao crepúsculo.

terça-feira, 7 de Junho de 2005

Robôs vão mudar-se para Alverca

O primeiro Robotarium do mundo vai nascer em Alverca, no Jardim de Arcena/Bom Sucesso. Trata-se de um projecto de arte pública que vai albergar várias dezenas de rôbos totalmente autónomos, com características e capacidades distintas.

Este projecto que alia a arte à ciência foi desenvolvido pelo arquitecto e artista plástico, Leonel Moura, com implementação de robótica da portuguesa IdMind, e é apoiado pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.

O Robotarium é composto por uma estrutura de metal e vidro, com oito metros de comprimento - uma espécie de aquário gigante em forma de X - que será o habitat de um grupo de robôs totalmente autónomos, divididos em várias espécies e com características e capacidades diversas. Esta comunidade robótica será constituída por 30 a 40 elementos, com aproximadamente 20x20 centímetros, e promete ser bastante diversificada em termos estéticos e funcionais.

«Os robôs que vão viver no Robotarium representam várias espécies», começou por explicar Leonel Moura ao Ciberia.
«Para as distinguir utilizei aquilo que é mais relevante na sua existência: o movimento. Isto é, se usam rodas, rastejam, dão saltos. Também uso referências de tipo genético. Alguns robots simulam comportamentos parecidos com insectos, outros com veículos, outros imaginários», descreve.

Concebidos de forma a resistirem ao tempo, aos embates e à poluição, estes robôs prometem ter uma 'esperança de vida' longa. Os autómatos serão alimentados por painéis solares e, tal como a generalidade das pessoas, vão viver de dia e descansar à noite.
Durante o seu período de actividade, eles vão reagir ao ambiente que os rodeia, interagindo de forma simples - são capazes de se desviar de obstáculos - ou de forma mais complexa - com estímulos de atracção ou afastamento dos outros robôs.

Leonel Moura reconhece que a interactividade destes 'bichos' é ainda bastante limitada, mas justifica: «Embora os painéis solares se tenham desenvolvido muito nestes últimos anos, ainda não temos energia disponível para grandes manobras, nem para sofisticados sensores que exigem muito cálculo», afirmou, confessando que «gostaria de conseguir introduzir mais inteligência e interactividade» nas próximas gerações de robôs.

O 'pai' do robotarium revelou-nos que os robôs já têm o esqueleto criado e que está agora a desenhar «o corpo dos bichos», que pertencem a 11 espécies diferentes e que se multiplicarão em cerca de trinta a quarenta indivíduos com aspectos ligeiramente diferentes.

A notícia pode ser lida na integra no site www.ciberia.aeiou.pt , um site muito interessante para quem se interessa pela tecnologia e pela ciência em geral. Passem por lá que vale a pena. É ainda de referir que algumas destas notícias saem no jornal "Dica da Semana", o que não revela a qualidade do jornal mas demonstra pelo menos a tentaiva de mostar o que de bom se faz nesta área no nosso país. Um bem haja.

Escriba

Se criei o Submundo, foi porque no meu íntimo acreditei que a existência de um esconderijo onde um grupo de pessoas atentas e inteligentes, com um olhar crítico e uma mente plástica, pudessem conjurar sem serem perseguidas pela "censura das mentalidades", fosse útil. Assim como a dada altura do século XX os cafés deixaram de ser um local de encontro entre artistas e escritores, também este blogue perdeu objectividade ao longo dos últimos meses. Quais os factores que levaram a este marasmo? Enfim, temos o esconderijo mas não temos as pessoas, o que me leva a perguntar se o conteúdo é desinteressante ou desapropriado. Nesse caso, serei um solitário com visões bastante peculiares e com uma imaginação invulgar. Talvez aquilo que escrevo seja incompreendido ou mal interpretado. Se fosse interpretado era positivo, mas temo que nem sequer o seja. Se assim é, continuarei o meu percurso, com ou sem vocês. De qualquer forma, nas caves do Submundo encontram-se já a ser envelhecidos dois contos a figurar no meu projecto literário: O Gume dos Minutos Afiados e Minha Ninfa, Ninfa de Outono. Porque sei que por aí algures ainda existe alguém como eu...

segunda-feira, 6 de Junho de 2005

Torneio 24 horas de Futsal - de 03/05/06 a 04/05/06


Olé Manos na presença da Inês (membro da organização do torneio).

Fotografia tirada no final do último jogo por nós efectuado, cerca do meio-dia de Sábado.

Eu e o Dani após mais uma vitória num jogo realizado durante a madrugada.

Da esquerda para a direita: Dário, Nortanho, Bino, Joel, Ruben, Norberto, Vipes, "Xumi", Luís, eu, Dani. Em falta: Brito, China, Toste.

Esta é a equipa que não venceu o torneio, mas que praticou verdadeiramente o futsal. Esta é a equipa que não ficou em primeiro lugar, não por demérito, mas por influências exteriores. Esta é a equipa que nos momentos de maior tensão desbravou terreno e demonstrou a sua verdadeira força e união, características que ficaram associadas à equipa de júniores do C.R.C.F.C. da época de 2001/2002, largamente reconhecidas pelas "gentes do futsal". Não ficámos em primeiro lugar na classificação, mas acabámos a competição com a certeza de sermos a melhor equipa do torneio, que no fundo foi bastante divertido e desafiante, apesar de intenso e cansativo. No registo não conseguimos revalidar a vitória conquistada no torneio do ano passado, mas efectivamente, progredimos para um nível superior. Contra os canhões marchámos, marchámos...

Post Scriptum
. Nota máxima para a qualidade do novo pavilhão da Escola Aristides de Sousa Mendes, na Póvoa de Santa Iria. Seis anos passados desde a minha partida, regressei à escola onde estudei do 5º ao 9ºano de escolaridade. Foi motivo para algumas recordações nostálgicas dos bons tempos lá vividos.

sábado, 4 de Junho de 2005

A inteligência

Noção de inteligência - "Inteligente é a pessoa que compreende com facilidade, julga com discernimento, raciocina com eficiência, vence dificuldades, inventa soluções, etc. Ora, se atentarmos nestas diferentes manifestações da vida intelectual, verificamos que existe nelas uma condição comum: a adaptação do pensamento, e do comportamento, aos dados de uma situação, ou de um problema. De onde a definição, hoje geralmente perfilhada, de inteligência: capacidade para resolver problemas e adaptar o pensamento a situações novas. (...)

Talento e génio -
Talento e génio são inteligências excepcionalmente desenvolvidas. Mas é possível distinguir um do outro:

a) Pela complexidade - O génio é mais complexo que o talento. O talento é uma «aptidão particularmente desenvolvida». Diz-se talento matemático, talento literário, talento oratório, etc. Mas diz-se simplesmente - génio. O génio qualifica-se a si próprio. Encontra-se pois o talento no prolongamento da inteligência específica. O génio, diversamente, caracteriza-se pela multiplicidade e universalidade das suas manifestações.

b) Pela originalidade - O génio é essencialmente criador e renovador. O talento move-se dentro das categorias e formas estabelecidas.

c) Pelo rendimento - Tanto o talento como o génio supõem, naturalmente, aptidões inatas acima do normal. Mas um e outro exigem trabalho, exercício, cultura, para que o «germinal» floresça e frutifique. Neste sentido, escreveu alguém que «o génio é uma longa paciência». Ora, ainda que não dispensando o trabalho e a metódica paciência, o que distingue o génio do talento, ou o talento da simples mediania, é a desproporção entre o trabalho despendido e o resultado obtido, seja: o rendimento desproporcional do trabalho."

SARAIVA, Augusto, Psicologia, Porto, Educação Nacional.

quarta-feira, 1 de Junho de 2005



"The man who doesn't read good books has no advantage over the man who can't read them".

Mark Twain

O Gume dos Minutos Afiados



Paula Rego