Ó amor cruel
Que bebes do humano fel!
Sou imune ao teu feitiço,
Pois o meu coração é postiço.
No meu sangue te alojaste,
Com as tuas lâminas me dilaceraste
Vírus canceroso,
Não sabes que o meu sangue é já venenoso?
Queres ensinar-me a amar,
Mas eu sei como dissimular
Pois tenho a perfídia do firmamento
Queres ensinar-me a ser amado,
Mas ignoras que no meu principado
Ninguém é virgem do fingimento.
Obrigado à Daniela Esteves pelo belo título!
segunda-feira, 4 de Setembro de 2006
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
4 comentários:
Adorei. Nem tenho palavras para comentar.
obrigado! és demasiado simpática.
Não sou. Não digas isso.
Concordo. Bonito demais para comentar.
Enviar um comentário