Não sei de quem é a voz da minha mente,
Mas é horripilante e o seu som é demente
Sussurra-me versos sobre um amor violento,
Sobre um corpo nu unguento
Eternamente aprisionada no meu sono de cansaço
Reclamo-te!
Momentaneamente adormecida sob o meu regaço
Amo-te!
São os dias mais negros da minha história,
De celebração de aniversários olvidados pela memória.
Outrora tempo de cânticos, velas acesas e carícias
Agora feito de gritos, sorrisos tremeluzentes e malícias
Sei porque falas comigo na escuridão
Minha consorte.
Queres ser minha esposa na imensidão
Branca morte.
sábado, 2 de Dezembro de 2006
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