Perigosamente catatónico,
Estive assim, não há muito tempo.
Fui ver o meu peso. 64 quilos, engordei.
Estranho...
De qualquer modo continuo a fazer flexões de braços,
E abdominais. Alguns...
Fartei-me um pouco de beber. Taxativo.
Este coração não quer ser como era,
Um dia destes prega-me uma partida.
Escuto a minha banda preferida. Choro.
Injurioso fardo, aquele que carrego.
Cada vez mais descrente. Não te quero ver.
Magoas-me porque te amo descontroladamente.
Que te interessa o meu amor? Dormes.
Vou foder enquanto posso. Até não conseguir mais,
E não pensarei em ti quando oferecer o orgasmo à minha parceira.
Sexo vingativo...provavelmente.
Não necessariamente reprovável. Extenuante, delicioso.
Volúpia. Raiva. Erecção. Ejaculação.
O clímax revela-se apaziguador. Tanto ódio libertado.
Comprimidos...não quero tomá-los. São demasiado brancos.
Visão distorcida da realidade que não é realidade nenhuma,
De qualquer forma, chamemos-lhe assim. Velas acesas...
Oculto.
Vejo-te no escuro porque fecho os olhos.
Danças e osculas um homem de negro.
És feliz, eu sei. Cala-te.
Não encontro catarse na minha dor,
Sou patético. Dizem por aí.
Sou ambíguo.
Sou ingénuo e tenho olhos castanhos.
Amo-te...amo-te...quero-te ao meu lado,
Penso em fugir. É uma solução.
Todos se lembrarão de mim daqui a muitos anos,
Para sentirem orgulho em mim quando regressar.
Por favor. Apaga essa expressão benevolente.
Não tenhas pena de mim,
Posso sempre foder por vingança.