sexta-feira, 31 de Março de 2006


Lie é o primeiro tema divulgado na íntegra por Wes Borland e seus pares dos Black Light Burns, uma banda que promete. Esta é a letra:
I’m living a lie
And it’s not the best thing for me
But anyone and everyone
Is gonna hear another story
I’m building a house
Of mutterous intention
To keep it all from coming down
I gotta focus my attention
Cause confidence is key
When violated trust
I’m making sure that I believe
I’m doing what I must
Which is attempting to kill
The little boy inside
But as hard as I try
The job will not die
Die, die, die, die, die, die, die…
Now I’m burning alive
Just like you
Now I’m burning alive
Just like you
I’m a repentant
And I’m living down in the shit
I found these pigs around
But I never get use to it
Cause they keep building and building
Their feculent franchise
I wish I could see this filth
Through someone else’s eyes
Cause ignorance was bliss
But now I must adjust
These animals they operate
On jealousy and lust
I’m taking back what was lost
And I will not be denied
I’m crawling my way to the surface outside
Now I’m burning aliveJust like you
Now I’m burning alive
Just like you
Just like you
Just like you
Just like you
Now I’m burning alive
Just like you
Now I’m burning alive
Just like you
Now I’m burning alive
Just like you
Just like you
Now I’m burning alive
Just like you
Just like you
Just like you
Just like you
Just like you
Just like you
Just like you

terça-feira, 28 de Março de 2006

Eu mais o meu amor por ti e pela cerveja

Sinto-me com força para enfrentar os desafios que se colocam perante mim, no entanto ainda não consegui libertar-me de algumas forças revigoradas após uma recaída da minha parte. Bastou ver-te na estação de comboio na segunda-feira de manhã para me lembrar quão bonita és. Todo o meu corpo tremeu.
Hoje passei a tarde na esplanada da minha faculdade a beber cerveja com alguns colegas. Os meus olhos irão ceder a qualquer instante devido ao cansaço acumulado dos últimos dias. Vou deitar-me com os headphones a fazerem ruído, até que o amanhã chegue.

quinta-feira, 23 de Março de 2006

Uma Tribo

Escuto uma tribo
Os seus cânticos
As suas danças
Com seus jeitos exóticos
O Xamã e suas vestes
Fumegando através de fascinantes cachimbos
Professando sobre magia,
Soam os tambores
Em harmoniosas sequências de percussão
Em sessões ritmadas de expulsão de...
espíritos malévolos.
Maus agoiros,
Uma cor para uma dor
Um fumo púrpura para o sangue derramado
Eu danço,
Eu canto,
Eu fumo e não me canso
Observo esta tribo
Os seus rituais
As suas superstições
Os deuses que invocam
Os demónios que exorcizam
Eu sei definir totemismo
Mas nunca senti o aroma das verdes plantas
Eu sei o que são folhas e árvores
Mas nunca venerei nenhuma

segunda-feira, 20 de Março de 2006

Não sou machista, mas gosto muito de cerveja

A cerveja pode ser equiparada a uma mulher, na medida em que:

- Nem todas são doces, dependendo do fabricante;

- Quando se termina uma, deseja-se logo abrir outra;

- É difícil mamar duas ou mais simultaneamente;

- Obriga-nos a dizer coisas que não queremos;

- Está disponível para qualquer pessoa, homem ou mulher;

- Não interessa o rótulo, apenas o conteúdo;

- É a ruína de muitos homens;

- O seu consumo pode provocar libertação incontrolada de liquídos;

- O seu consumo excessivo provoca alterações no estado psíquico, ressaca e dor de cabeça.


Nem sequer sou vagabundo, alcoólico, ou casado.

sábado, 18 de Março de 2006

Memento Mori

No teu memento mori houve deleite.
As forças que te atormentavam venceram sem oposição digna.
E os lobos uivaram sob a lua incandescente.
A floresta abateu-se sobre ti com negrume.
Grandes pinheiros com camadas negras mexeram-se com o vento.
No breu.
Respirações ofegantes fizeram-se escutar.
Enlouqueceste e perdeste o rumo.
Se vires uma taberna perto duma quinta abandonada...
Mas conseguiste encontrar força para caminhar.
...entra e pede um copo de absinto.
Evita olhares nos olhos dos lobos, pois eles são seres misteriosos.
Se vires vultos, são eles. Os espíritos que aí habitam.
Lembra-te, outrora foram dos nossos. Perdemo-los para sempre.
Somos culpados, mas escolhemos escondermo-nos deles...
...na taberna.


Não gritaste.
Apenas pediste um copo.
Mas a noite levou a melhor.
Canso-me de tanto querer dormir.
Canso-me de tanto dormir sem querer.

terça-feira, 14 de Março de 2006

Duro Despertar

Hoje o dia não começou bem. Acordei à hora programada, mas assim que o despertador começou a estrepitar calei-o, impassível, com o intuito de esquecer a ida à aula das 9:30 mas acordar meia hora antes para ir à faculdade responder a um inquérito sobre o tratado de Bolonha efectuado aos estudantes. Acordei vinte minutos antes das 10:00, ou seja, trinta minutos antes do comboio das 10:10. Tomei banho à pressa, fiz a barba em tempo recorde e não acabei a minha taça de Chocapic para tentar chegar a tempo. Quando cheguei à estação da Póvoa estive cerca de vinte minutos a procurar um lugar para o carro. Vinte minutos. Deste modo só apanhei o comboio das 10:40, bastante exasperado. As pessoas que comigo iam no comboio eram feias, irritantes, barulhentas, frívolas. Porém, assim que entrei na faculdade tudo ficou melhor, e o sol brilhou durante todo o dia.

segunda-feira, 13 de Março de 2006

Feitiço Lunar, 13 de Março


E foi então que nesta madrugada do dia 13 de Março de 2006, Memorial - apenas disponível a partir de 24 de Abril - chegou finalmente aos meus ouvidos. Quem acompanha desde há muito tempo a carreira dos Moonspell estará por certo acostumado, a cada lançamento da banda nacional, a receber um disco melhor do que o anterior. Este álbum vem confirmar a tendência reveladora da evolução destes músicos, no entanto, não consigo esconder a minha estupefacção perante a sinfonia Memorial. As minhas expectativas em relação a este trabalho eram elevadas, mas nada fazia prever tal mestria na abordagem ao disco. Memorial é o resultado aguardado de um triângulo amoroso entre Under The Moonspell, Wolfheart e Irreligious, mas não se esgota numa mera combinação, e está longe de ser uma colagem de sons dos discos anteriores. É o álbum mais pesado, refinado, técnico, sombrio, exigente, e gótico de Moonspell. Puro deleite. Aqui reside a prova de que esta não é uma banda apreciada por fãs nostálgicos, pois não têm quaisquer razões para existir. Os Moonspell estão na sua melhor forma de sempre, eu diria que passaram para o outro lado como que silenciosamente, enquanto todos nós mergulhávamos num profundo sono. Memorial é a mensagem que os Feitiço Lunar (Moonspell) querem passar do novo mundo. Escutemos Memorial...

quarta-feira, 8 de Março de 2006

Da união de ideias entre dois inconformistas nasceu o Horizonte Inebriante.

sexta-feira, 3 de Março de 2006

Urgentemente

Numa estação de comboios. Foi nesta espelunca que acordei,
De garrafa vazia na mão, com a visão turva.
Um rapaz como eu devia chegar a casa em pé. Mas não.
Tinha de acabar na rua a cambalear. E adormecer num banco nojento.
Malditas festas da faculdade. Eram todas iguais. Arruinavam-me.
Ao amanhecer eu voltava a ser pusilânime. Com dor de cabeça.
Queria tanto amar alguém, mas não aparecia ninguém.
Perdera de vista os meus amigos. Talvez já estivessem em casa.
Olhem...um comboio. Sentei-me na última carruagem.
Era Carnaval. O som de bombinhas a rebentar e o reboliço juvenil nas ruas assim o anunciava.
Fechei os olhos. Como me doíam! Cansaço, não sono.
O sol espreitava ocasionalmente por entre as nuvens. Familiar, mas sempre belo.
Um rapaz como eu precisava ser amado.

quinta-feira, 2 de Março de 2006

Pornografia


Ficamos horas a brincar ao êxtase.

Estirão

Já havia comentado isto com algumas pessoas. É algo em que tenho pensado proliferamente nos últimos dias. Amizade. Velhos amigos. Começo a afastar-me de alguns, e temo que o problema não seja só deles. Em parte sou eu. É desta âncora que tento deixar para trás, mas que se revela extremamente pesada. Eu tento, a sério que me esforço, mas não é uma luta típica. Quando defrontamos os mais densos recantos da nossa psique o desfecho é paradoxalmente imprevisível, o que prova que podemos surpreendermo-nos a nós próprios. Talvez seja uma questão de mudança, de me despedir de bons momentos, mas eu sempre vi a mudança como algo construtivo. Se assim é, do que se trata realmente? Espero reencontrar-me, estou mentalizado para isso. Ergo a cabeça e caminho em busca de mim mesmo!