domingo, 25 de Junho de 2006

Portugal vs Holanda






Este foi o jogo com mais cartões amarelos da história dos Mundiais de futebol. Acabou com as duas equipas a jogarem com nove elementos! Portugal demonstrou garra, entreajuda e ambição perante uma Holanda que entrou aguerrida mas cedo se perdeu em lances duros e num estilo jogo passivo. Mais uma vez a selecção portuguesa sofreu bastante para ultrapassar a eliminatória, mas fê-lo com brio, apesar de ter perdido jogadores como Deco e Costinha para o próximo jogo frente à Inglaterra. Cristiano Ronaldo saiu lesionado e está em dúvida. Deco - até ao momento da expulsão - Figo, Simão, Miguel e Tiago estiveram em grande plano no contra ataque português contra as hostes laranjas.

Excertos de denúncia

"No homem essencialmente frívolo não há debate ideológico nem inquietações culturais. Quais são as suas principais motivações? Todas aquelas correspondentes ao hedonismo materialista permissivo, característico do que Gilles Lipovetsky denomina no seu livro O Império do Efémero «O século da sedução e do efémero». Uma sociedade dominada pela frivolidade, centrada no consumo, aturdida pela publicidade, infantilizada e influenciada pelos personagens que estão na moda não é capaz de estabelecer sistemas, teorias ou esquemas possíveis para a vida pública."


"Fala-se hoje em dia muito de amores e, mais concretamente, de uniões sentimentais, mas muito pouco de amor, o que suscita uma grande confusão. A qualquer relação superficial e passageira damos-lhe o nome de «amor». Uma das formas mais representativas do amor é a que se pratica entre o homem e a mulher. A análise desse encontro, seus labirintos, as brechas por onde se deixa entrever, oferecem-nos uma série sucessiva de paisagens psicológicas muito interessantes, que ilustram o que é e em que consiste realmente o amor, já que falamos dele sem grande propriedade. Há que voltar a descobrir o seu verdadeiro sentido, ainda que seja uma questão impopular e difícil de distinguir. Há que recuperar o termo no seu sentido teórico e prático, voltar a incluí-lo na nossa vida."


"Assistimos hoje em dia a uma idolatria do sexo. Os meios de comunicação e, em especial, o cinema e a televisão, serviram-no-lo de bandeja. Há sexo por todo o lado, sem afectividade nem amor, apenas como itinerário serpenteante, divertido e turbulento, no qual se misturam valores como a conquista, a busca do prazer e o desfrutamento sem restrições. Os meios de comunicação prometem a libertação e o encontro consigo mesmo em paraísos de sensações maravilhosas: sexo sem fim, diversão, jogo caprichoso. Assim se pretende enganar e convencer o homem de que sexo e amor significam o mesmo, de que praticar sexo é interessante, sem ser necessário propôr-se mais nada. Tudo desde um ponto de vista materialista e desumanizado".


Enrique Rojas, O Homem Light, «Uma Vida Sem Valores»

quinta-feira, 22 de Junho de 2006



William Degouve de Nuncques, pintor simbolista - The Shuttered House, 1892

domingo, 18 de Junho de 2006

Telefonema apócrifo de uma namorada ao seu namorado



A rapariga apossa-se do telefone e disca um número. Os seus olhos estão ausentes.


(Compasso de espera)


- Sim? - faz-se ouvir uma voz terna, masculina.


Rapariga


- Não...posso...mais...não aguento...isto.


Voz masculina

- Quem fala??


Rapariga (choro descontrolado)


- Não te amo mais, acabou tudo entre nós.


Voz masculina (estupefacção)


- És tu?? O que se passa? O que tens? Diz-me...


(Soa um disparo)


A voz masculina silencia-se, dando lugar ao som de uma respiração ofegante...

quinta-feira, 15 de Junho de 2006

Como Vestir Um Cadáver





Concluído:
A Mulher Que Vestia Negro

A ganhar forma:
A Fada Verde

domingo, 11 de Junho de 2006

Amor(fo)

Eu não compreendo a minha própria demência
E a minha busca é uma inevitável inconsequência,
Sou uma árvore que cresceu sem folhas
Tronco velho, uma vida sem lúcidas escolhas
Hoje olhei para o firmamento e estava diferente,
Era uma proliferação de vermelho poente,
Em todo o seu esplendor,
Em todo o seu ardor
Julgo que se trata de uma neurose
Cujo único fundamento é tornar a minha vida numa mera hipótese
Afinal o que se passa com a clausura?
Não será algo sobre o qual a minha mente conjura?
Que confusão da psique e do corpo!
Qual arquitectura de um ser amor(fo)...
A minha casa não tem paredes nem telhado,
Por isso a chuva e o vento levam o meu passado
Ninguém parece reconhecer o eufemismo que sou
Talvez porque a minha loucura tudo embelezou,
Hoje tive novamente o sonho,
Ao som da melodia que jamais componho
Assim juntei a minha boca aos teus lábios
E o ósculo precedeu o vómito
Em toda a minha dor,
Em todo o seu sabor.

quinta-feira, 8 de Junho de 2006


Nos headphones:

1.Blew
2.Floyd The Barber
3.About A Girl
4.School
5.Love Buzz
6.Paper Cuts
7.Negative Creep
8.Scoff
9.Swap Meet
10.Mr. Moustache
11.Sifting
12.Big Cheese
13.Downer


Nirvana, Bleach, 1989
Grande discussão. Subitamente o lar deixa de ser um sítio acolhedor. Tantos demónios...chorei.

Até breve.

domingo, 4 de Junho de 2006

O Covil reabre as suas portas para quem quiser visitá-lo. O seu porteiro é o meu amigo Cópia Nº1.

quinta-feira, 1 de Junho de 2006

O calor dos últimos dias é o prelúdio dum incêndio incontrolável no meu corpo. O suor que desce da minha testa queima-me os olhos. A febre castiga-me, a minha pele ferve. Quero viver no escuro.

Voltarei em breve com algo para vos contar.